Acção Monárquica Tradicionalista

 

Justificação

Depois de um período de reflexão de alguns meses, um grupo de monárquicos tradicionalistas decidiu criar um movimento político-doutrinário a que deu o nome de Acção Monárquica Tradicionalista, o qual veio a ser formalizado pela declaração de princípios conhecida pela Declaração de Mondim.


Poder-se-á perguntar porquê um novo movimento monárquico, porquê divorciado da chamada Causa Real, e porquê tradicionalista. Não seria melhor - perguntarão alguns - preservar a unidade do movimento monárquico?


A questão é complexa, mas podemos começar por esclarecer que nunca houve qualquer unidade no movimento monárquico. O facto de apenas aparecer a público o sector associado às Reais Associações e à Causa Real não significa que essa estrutura represente a totalidade dos monárquicos, e que a sua estratégia - se é que ela existe - é aceite sem contestação. A contestação existia, mas manifestava-se apenas em tomadas de posição individuais, que não chegavam para desfazer esse mito da unidade.
Se a situação económica e política fosse boa para Portugal e para os portugueses talvez não fosse grave a falta de um movimento monárquico sério e eficaz. Infelizmente as coisas não vão bem no nosso País, e corremos o sério risco de sermos absorvidos pela vizinha Espanha, primeiro do ponto de vista económico, e depois do ponto de vista político. Sem que nenhum partido político manifeste qualquer preocupação. Sem que os monárquicos "oficiais" apresentem qualquer alternativa.


Pensamos que a Monarquia pode ser um elemento decisivo na construção de uma alternativa salvadora da nossa liberdade e da nossa identidade. Mas não uma Monarquia que nada mais seja do que esta República com um Rei como Chefe de Estado. Que é o que parece satisfazer a Causa Real. Terá que ser uma Monarquia capaz de controlar o principal agente da erosão da nossa soberania, que é a oligarquia partidária ao serviço dos interesses económicos internos e externos. Ou seja, terá de ser uma Monarquia com um sistema muito distinto deste que nos tiraniza.


Para promover esta alternativa tivemos de nos constituir em movimento distinto, que comece por pensar em termos doutrinários, e depois passe à acção. Distinto, porque é necessário que os portugueses percebam que a Monarquia não é o vácuo que as Reais Associações propõem. Doutrinário, porque sem reflexão doutrinária não há alternativa sistémica. Acção, para que as propostas não sejam apenas exercícios intelectuais e possam realmente constituir-se em alternativa à triste situação em que vivemos.


A Acção Monárquica Tradicionalista não pretende ser um movimento de massas, nem se vai preocupar em angariar sócios. É um movimento de ideias para criar uma corrente de opinião capaz de mudar os destinos do nosso País. Para isso vamos escrever, vamos publicar, vamos organizar colóquios, vamos doutrinar. Vamos igualmente criticar as atitudes e decisões da classe política. Vamos divulgar ideias capazes de criar uma sociedade distinta desta sociedade de consumo desenfreado e sem valores. Não vamos ser fundamentalistas nem intolerantes. Não vamos ser conservadores e muito menos reaccionários. Vamos fundar o nosso pensamento na Tradição, porque é a experiência multissecular da nossa comunidade nacional que nos pode mostrar o caminho de saída desta oligarquia tirânica. E não vamos responder a ataques pessoais.


Este endereço na internet é o nosso cartão de visita. É o ponto de contacto com todos os que quiserem discutir ideias e lutar por um Portugal livre. É o grãozinho de poeira à volta do qual se formará o cristal da nossa vontade de sermos portugueses e de deixarmos a nossos filhos e aos filhos dos nossos filhos, uma Terra, um ideal, um projecto.


Quem sentir o que nós sentimos será benvindo entre nós .

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